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segunda-feira, 12 de julho de 2010

MANUEL TEIXEIRA GOMES- PRESIDENTE DA REPÚBLICA



Manuel Teixeira Gomes
Filho de José Libânio Gomes e Maria da Glória Teixeira Gomes.

 Educado pelos pais até entrar no Colégio de São Luís Gonzaga, em Portimão, é enviado aos 10 anos, para o seminário de Coimbra onde frequenta depois a Universidade estudando Medicina.


Cedo desiste do curso e, contrariando a vontade do pai, muda-se para Lisboa, onde pertencerá ao círculo de Fialho de Almeida e João de Deus.


Mais tarde, conhecerá outros vultos importantes da cultura literária da época, como Marcelino Mesquita, Gomes Leal e António Nobre.O pai, com alguma visão de futuro, decide continuar a apoiar financeiramente a nova vida de cariz boémia permitindo assim que Manuel Teixeira Gomes consiga desenvolver uma forte tendência para as artes, nomeadamente na literatura, pintura e escultura, tendo-se decidido pela literatura, não deixando no entanto de admirar as outras artes, tornando-se amigo de grandes mestres, como Columbano Bordalo Pinheiro ou Marques de Oliveira.
Vive depois no Porto, onde conheceu Sampaio Bruno, tendo sido neste período que começa a colaborar em revistas e jornais, entre eles "O Primeiro de Janeiro" e "Folha Nova".Depois de se reconciliar novamente com a família, viaja pela Europa, norte de África e Próximo Oriente, em representação comercial para negociar os produtos agrícolas produzidos pelas propriedades do pai (frutos secos, nomeadamente amêndoa e figo) o que alarga consideravelmente os seus horizontes culturais.
Após a implantação da República, exerce o cargo de ministro plenipotenciário de Portugal em Inglaterra.
 Em 11 de Outubro de 1911 apresenta as suas credenciais ao rei Jorge V do Reino Unido, em Londres, cidade onde então se encontrava a família real portuguesa no exílio.
Eleito presidente da república a 6 de Agosto de 1923, viria a demitir-se das suas funções a 11 de Dezembro de 1925, num contexto de grande perturbação política e social. A sua vontade em dedicar-se exclusivamente à obra literária, foi a sua justificação oficial para a renúncia.A 17 de Dezembro, embarca no paquete holandês "Zeus" rumo a Oran (Argélia) num auto-exílio voluntário, sempre em oposição ao regime de Salazar, nunca regressando em vida a Portugal.Morre em 1941 e só em Outubro de 1950 os seus restos mortais voltaram a Portugal, numa cerimónia que veio a tornar-se provavelmente na mais controversa manifestação popular ocorrida na já então cidade de Portimão nos tempos da ditadura de Salazar, onde estiveram presentes as suas duas filhas, Ana Rosa Teixeira Gomes Calapez e Maria Manuela Teixeira Gomes Pearce de Azevedo.
Deixou uma importante obra literária, integrada na corrente nefelibata e uranista. As suas obras completas estão disponíveis ao grande público através de edição recente.


Por: Aníbal de Oliveira

COSTA GOMES- PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Manuel de Oliveira Gomes da Costa (Lisboa, 14 de Janeiro de 1863 — Lisboa, 17 de Dezembro de 1929) foi um militar e político português, décimo presidente da República Portuguesa e o segundo da Ditadura Nacional.

Enquanto militar, destacou-se nas campanhas de pacificação das colónias, em África e na Índia, e ainda na I Grande Guerra.

Enquanto político, foi o líder que a direita conservadora encontrou para liderar a Revolução de 28 de Maio de 1926, com início em Braga (isto após a morte do general Alves Roçadas, que deveria ter sido o seu chefe).

Não assumiu de início o poder, que foi confiado a Mendes Cabeçadas, o líder da revolução em Lisboa; como os revolucionários julgassem a atitude deste um pouco frouxa, Gomes da Costa viria, após sucessivas reuniões conspirativas mantidas no quartel-general de Sacavém, a alcançar o poder, após um golpe ocorrido em 17 de Junho de 1926.


Escultura de Gomes da Costa do escultor Barata Feyo.No entanto, o seu Governo não durou muito mais que o de Mendes Cabeçadas; em 9 de Julho do mesmo ano, uma nova contra-revolução, chefiada pelo general Óscar Carmona, derrubou Gomes da Costa, incapaz de lidar com os dossiês governativos.

Carmona, agora Presidente do Conselho de Ministros, enviou-o para o exílio nos Açores, e fê-lo Marechal do Exército Português.

Em Setembro de 1927, regressou ao Continente, tendo falecido em condições miseráveis, sozinho e pobre.

Precedido por:Mendes Cabeçadas Primeiro-ministro de Portugal 1926
Sucedido por Óscar Carmona

Por: Aníbal de Oliveira

domingo, 11 de julho de 2010

JOÃO DO CANTO E CASTRO- PRESIDENTE DA REPÚBLICA



João do Canto e Castro

Presidente de Portugal
Mandato: 16 de Dezembro de 1918 até
5 de Outubro de 1919
Precedido por: Sidónio Pais
Sucedido por: António José de Almeida



Nascimento: 19 de Maio de 1862 Lisboa
Falecimento: 14 de Março de 1934 Lisboa
Primeira-dama: Mariana de StºAntónio Moreira Freire
Correia Manuel Torres de Aboim

Partido: Partido Nacional Republicano
Profissão:  Militar da Marinha-Almirante

João do Canto e Castro Silva Antunes Júnior (Lisboa, 19 de Maio de 1862 - Lisboa, 14 de Março de 1934) foi oficial da Marinha e quinto Presidente da República Portuguesa, entre 16 de Dezembro de 1918 e 5 de Outubro de 1919.

Frequentou o Colégio Luso-Britânico e a Real Escola Naval. Foi oficial da Armada, percorrendo todo o Império Português, atingindo o posto de almirante.

Casou em 1892 com Mariana de Santo António Moreira Freire Correia Manoel Torres de Aboim, também de Lisboa, de quem teve três filhos, deixando geração até hoje.

Em 1892, foi nomeado governador de Moçambique. Em 1908, foi deputado.

No início da República, dirigiu a Escola de Alunos Marinheiros, em Leixões, e chefiou o Departamento Marítimo do Norte. Em 1915, dirigiu a Escola Prática de Artilharia Naval. No governo de Sidónio Pais foi nomeado director dos Serviços do Estado-Maior Naval e secretário de Estado da Marinha.

Tomou posse como ministro da Marinha, a pedido de Sidónio Pais, a 9 de Setembro de 1918, tendo-lhe sucedido depois do atentado que vitimou o ditador.

Durante o seu mandato sucederam-se duas tentativas de revolução. A primeira, em Santarém, em Dezembro de 1918, foi liderada pelos republicanos Cunha Leal e Álvaro de Castro. A segunda, em Janeiro de 1919, de cariz monárquico, liderada por Paiva Couceiro, que, por algum tempo manteve a "Monarquia do Norte" fez ressaltar a sua posição sui generis: sendo monárquico, como Presidente da República, reprimiu violentamente um movimento daqueles com quem partilhava convicções.






Por:Aníbal de Oliveira

SIDÓNIO PAIS- PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Sidónio Pais

Presidente de Portugal
Mandato: 28 de Abril de 1918 até
14 de Dezembro de 1918
Precedido por: Bernardino Machado
Sucedido por: João do Canto e Castro

militar, revoltoso, presidente da
Junta Revolucionária; único
presidente eleito por sufrágio
directo na I República; morreu assassinado no exercício do cargo.
Nascimento: 1 de Maio de 1872
Caminha, Portugal
Falecimento: 14 de Dezembro de 1918 Lisboa, Portugl



Primeira-dama: Maria dos Prazeres Martins Bessa Pais

Partido: Partido Nacional Republicano

Profissão: Major do Exército e Professor


Sidónio Pais (fotografado em 1918).









Por: Aníbal de Oliveira

BERNARDINO MACHADO- PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Bernardino Machado
Presidente de Portugal

Mandato:
 6 de Agosto de 1915 até 5 de Dezembro de 1917 (1º mandato)

11 de Dezembro de 1925 até 31 de Maio de 1926 (2º mandato)

Precedido por: Teófilo Braga (1º mandato)
Manuel Teixeira Gomes (2º mandato)

Sucedido por: Sidónio Pais (1º mandato)
Mendes Cabeçadas (2º mandato)


Nascimento: 28 de Março de 1851, Rio de Janeiro, Brasil
Falecimento: 28 de Abril de 1944 Famalicão, Portugal

Primeira-dama: Elzira Dantas Gonçalves Pereira Machado

Partido: Partido Democrático

Profissão: Professor na Universidade de Coimbra

Por: Aníbal de Oliveira

terça-feira, 30 de março de 2010

MANUEL DE ARRIAGA- PRESIDENTE DA REPÚBLICA



Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongu Manuel de Arriaga

Mandato: 24 de Agosto de 1911 até 26 de Maio de 1915

Nascimento: 8 de Julho de 1840 Horta, Portugal

Falecimento: 5 de Março de 1917Lisboa
Primeira-dama: Lucrécia de Brito Furtado

Partido: Partido Republicano Português , mais tarde PartidoDemocrático
Profissão: Advogado e professor

Após a implantação da República Portuguesa, a 17 de Outubro de 1910 foi nomeado reitor da Universidade de Coimbra, tendo como vice-reitor Sidónio Pais, outro vulto do republicanismo português.

A nomeação foi feita por António José de Almeida , que perante a necessidade de restabelecer a ordem na Universidade, onde estudantes republicanos entraram nas instalações do Senado e praticaram actos de vandalismo, o convidou para reitor e lhe foi dar posse a 17 de Outubro de 1910, em cerimónia sem aparato académico, mas que bastou para serenar os ânimos estudantis. Pouco depois, a 17 de Novembro de 1910, foi nomeado Procurador-Geral da República.

A 28 de Abril de 1911 foi eleito novamente deputado constituinte pelo círculo da Madeira. Na Assembleia Nacional Constituinte revelou-se um orador notável, tendo muitos dos seus discursos dado um impulso não negligenciável à causa republicana. Não partilhava, porém, o anti-clericalismo próprio dos primeiros republicanos portugueses.

Perante um Partido Republicano Português dividido em facções crescentemente radicalizadas, a 24 de Agosto de 1911 foi eleito Presidente da República Portuguesa, por proposta de António José de Almeida. Sem o apoio da facção dos democráticos de Afonso Costa, recolheu 121 votos em 217, tendo como apoiantes toda a ala moderada do republicanismo português. Com com 71 anos de idade, foi o primeiro Chefe do Estado eleito do novo regime.

O seu mandato foi atribulado devido a incursões monárquicas movidas por Paiva Couceiro e à crescente instabilidade política resultante da desagregação do PRP. Nesse ambiente, tentou, sem êxito, reunificar o partido que, entretanto, se desmembrava em diferentes facções.

Em Janeiro de 1915 Manuel de Arriaga convidou o general Pimenta de Castro a formar governo, dando origem à instauração de uma ditadura, com dissolução inconstitucional do Congresso da República. A decisão deu origem ao descontentamento generalizado dos republicanos, com os parlamentares, reunidos secretamente a 4 de Maio, no Palácio da Mitra, a declaram Manuel de Arriaga e Pimenta de Castro fora da lei e os seus actos nulos. Esta declaração levou a uma revolta, a Revolta de 14 de Maio de 1915.

Desencadeada pelos republicanos democráticos, com ao apoio da Marinha, aquela revolta provocou cerca de 200 mortos e derrubou o governo do general Pimenta de Castro. Perante a formação de uma junta militar que reclamava a reposição da ordem constitucional, o bondoso e pacifista Manuel de Arriaga deixou o cargo a 26 de Maio, abandonando em definitivo a vida política, acusado de trair os ideais republicanos democráticos que defendera toda a sua vida. Foi então substituído na Presidência da República por outro açoriano, o professor Teófilo Braga.
Se não há dúvida que Manuel de Arriaga foi uma das figuras mais prestigiadas do republicanismo na oposição à Monarquia Constitucional Portuguesa, menos consensual foi a sua acção política como Presidente da República, especialmente nos últimos meses do mandato. Embora amargurado e sentindo-se incompreendido e injustiçado pelos vitupérios de que era vítima por parte dos seus próprios correlegionários republicanos, publicou, em 1916, um livro intitulado Na Primeira Presidência da República Portuguesa, um verdadeiro testamento da sua acção política.
Em cumprimento da decisão votada por unanimidade pela Assembleia da República, constante da Resolução da Assembleia da República n.º 49/2003, de 4 de Junho, foi transladado para o Panteão Nacional de Santa Engrácia. A cerimónia solene de trasladação ocorreu em 16 de Setembro de 2004, com a presença do Presidente da República, do Primeiro Ministro e das mais altas individualidades do Estado Português.

Manuel de Arriaga é patrono da Escola Secundária Manuel de Arriaga, na cidade da Horta, e é recordado em centenas de nomes de ruas e praças. Será provavelmente o nome mais recordado na toponímia portuguesa.












Retrato oficial de Manuel de Arriaga como Presidente da República
(por Columbano Bordalo Pinheiro)

Por: Aníbal de Oliveira

segunda-feira, 29 de março de 2010

TEÓFILO BRAGA -PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Presidente de Portugal (2ª mandato)




Teófilo Braga

Mandato: 29 de Maio de 1915 até 5 de Agosto de 1915

Precedido por: Manuel de Arriaga
Sucedido por: Bernardino Machado






Nascimento: 24 de Fevereiro de 1843 Ponta Delgada, Portugal

Falecimento: 28 de Janeiro de 1924 Lisboa, Portugal

Primeira-dama: Maria do Carmo Xavier Braga


Partido: Partido Democrático
Profissão: Político e escritor




Lisboa, 28 de Janeiro de 1924) foi um político, escritor e ensaísta português. Estreia-se na literatura em 1859 com Folhas Verdes. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, fixa-se em Lisboa em 1872, onde lecciona literatura no Curso Superior de Letras (actual Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa). Da sua carreira literária contam-se obras de história literária, etnografia (com especial destaque para as suas recolhas de contos e canções tradicionais), poesia, ficção e filosofia.

Actividade política
É activo na política portuguesa desde 1878, ano em que concorre a deputado pelos republicanos federalistas. Exerce vários cargos de destaque nas estruturas do Partido Republicano Português. Em 1 de Janeiro de 1910 torna-se membro efectivo do directório político, conjuntamente com Basílio Teles, Eusébio Leão, José Cupertino Ribeiro e José Relvas.

A 28 de Agosto de 1910 é eleito deputado por Lisboa, e em Outubro do mesmo ano torna-se presidente do Governo Provisório.

Teófilo Braga foi eleito pelo Congresso, a 29 de Maio de 1915, com 98 votos a favor, contra um voto de Duarte Leite Pereira da Silva e três votos em branco. Presidente de transição, face à demissão de Manuel de Arriaga, cumprirá o mandato até ao dia 5 de Outubro do mesmo ano, sendo substituído por Bernardino Machado.










Por: Aníbal de Oliveira

TEÓFILO BRAGA- PRESIDENTE DA REPÚBLICA


1º. Presidente do Governo Provisório da República Portuguesa

(5 Outubro de 1910-24 Agosto 1911)

Joaquim Teófilo Fernandes Braga nasceu em Ponta Delgada, 24 de Fevereiro de 1843.
Faleceu a 28 de Janeiro de 1924 em Lisboa na Travessa de Santa Gertrudes.

Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, fixa-se em Lisboa em 1872, onde lecciona literatura no Curso Superior de Letras (actual Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).

Estreia-se na literatura em 1859 com o livro de versos Folhas Verdes

Da sua carreira literária contam-se obras de história literária, etnografia (com especial destaque para as suas recolhas de contos e canções tradicionais), poesia, ficção e filosofia.

É activo na política portuguesa desde 1878, ano em que concorre a deputado pelos republicanos federalistas. Exerce vários cargos de destaque nas estruturas do Partido Republicano Português.

Em 1 de Janeiro de 1910 torna-se membro efectivo do directório político, conjuntamente com Basílio Teles, Eusébio Leão, José Cupertino Ribeiro e José Relvas. A 28 de Agosto de 1910 é eleito deputado por Lisboa, e em Outubro do mesmo ano torna-se presidente do Governo Provisório.

Nota: A mudança do regime, pela via revolucionária, aconteceu na madrugada de 4/5/1910,recebendo nessa altura a confiança dos correligionários para ocupar este Alto Cargo
Torna-se mais tarde, (1915) na "RepúblicaVelha " Presidente substituto, designado para terminar o mandato de Manuel de Arriaga, que se havia demitido do cargo

Teófilo Braga foi eleito pelo Congresso, a 29 de Maio de 1915, com 98 votos a favor, contra um voto de Duarte Leite Pereira da Silva e três votos em branco. Presidente de transição, face à demissão de Manuel de Arriaga, cumprirá o mandato até ao dia 5 de Outubro do mesmo ano, sendo substituído por Bernardino Machado.


Por: Aníbal de Oliveira