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domingo, 28 de julho de 2013

AUGUSTO DE VASCONCELLOS

Augusto Cesar de Almeida de Vasconcellos Correia


Nasceu em Lisboa a 24 e Setembro de 1867
Faleceu em Lisboa 27 de Setembro de 1951

Em 1891, com apenas 26 anos, conclui com notável distinção o curso de Medicina.

Iniciado desde verdes anos na arte do jornalismo, foi um dos mais audazes combatentes da “Pátria”, ao lado de Hyginio de Sousa, Crispiniano da Fonseca, Luís Simões Serra e tantos outros homens de valor, já desaparecidos do mundo da política e outros ainda em foco no campo da Democracia.

Cirurgião habilíssimo, os seus trabalhos concentraram-se por algum tempo na área da ciência, onde atingiu, as máximas honrarias, após brilhantes provas de concurso para lente na Escola Médica de Lisboa, onde se destacou superiormente.

Foi Presidente da Comissão Municipal Republicana de Lisboa.

Quando da presidência de João Chagas no período entre 12 de Outubro a 12 e Novembro de 1911, sendo que nesta data, assumiu a presidência do Ministério.
Manteve-se como chefe do governo até 16 de Junho de 1912.

Foi Ministro dos Negócios Estrangeiros até9 de Janeiro de 1913.

Foi depois desta data, embaixador de Portugal em Madrid entre 1914 a 1917 passando posteriormente a exercer na embaixada de Londres, que ocupou entre 1918 e 1919.

Foi delegado português na Sociedade das Nações Unidas entre 1934 e 1935, onde foi presidente na Assembleia Geral.
Nesta função destacou-se, com os esforços diplomáticos que desenvolveu para pôr termo à Guerra do Chaco, que em 1935 opôs a Bolívia ao Paraguai.

Foi um dos republicanos militantes mais considerados e respeitados, e da consideração em foram tidos os seus talentos e caracter, a avaliar pela escolha que em três eleições sucessivas o Partido fez do seu nome para Deputado.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O MUNDO

                          

                                            " O MUNDO"      


Jornal republicano querido e de mais larga tiragem. A despeito das constantes  perseguições sofridas manteve-se inalteravel na defesa da República.


Jornalista audaz, de firmeza
inquebrantavel avançva sempre
na conquista do seu Ideal, fossem
quais fossem os obstaculos que se
lhe deparassem.Muitos no seu lugar
teriam esmerecido, ele não.
Ali foi o seu posto de combate e ali
haveria de morrer.

                                                         
                                              

 LUIS DEWORET                                                                              
                                             Foi um dos novos e grandes batalhadores, franco e dedicado
      Colaborador do MUNDO, sempre lhe quis como se fosse seu.
      A sua intransigencia nos valores e caminhos
      encetados dá-lhe o direito de honrosas
      homenagens dos seus correligionários.



      






MAYER GARÇÃO


Poeta distinto e apreciavel, foi um dos mais solicitos
redactores deste jornal.A sua forma literaria, que se
 veio a afirmar em diversas publicações,marcou-lhe

segunda-feira, 17 de junho de 2013

FELIZARDO LIMA

Joaquim Felizardo de Lima Camelo Pereira da Silva de Sousa Castelo Branco Vilhena e Bourbon

Nasceu em Lisboa em 3 de Novembro de 1839,
Faleceu no Porto em 24 de Junho de 1905

Realiza os primeiros estudos no Liceu de Lisboa e frequentou o primeiro ano da Escola Politécnica.

Magríssimo, pálido, parecia possuído por nevrose da coragem
Temperamento de revolucionário lembrava uma isca a arder, segundo o conceito de um jornal monárquico de 1891.

Foi um dos fundadores do jornal República Federal, um dos primeiros jornais republicanos que apareceu em Portugal.

Por ocasião da revolta do Porto, que teve como epilogo a sua entrada por 18 meses num quarto de malta da Relação do Porto, e a deportação por longos anos de algumas dezenas de bravos portugueses, jamais deixou de animar os seus companheiros, incutindo-lhes nos espíritos abatidos a esperança que parecia a alguns ter abandonado.
Pela mesma época funda também um dos primeiros centros republicanos que existiu em Portugal, o Centro Democrático Devido às suas ideias começou a ser perseguido.

A situação mais conhecida foi aquela que viveu quando era professor na Moita, tendo sido demitido pelo Ministério regenerador, devido à intransigência das suas ideias políticas. Sustentou algumas polémicas que lhe valeram as perseguições de uns e a admiração de outros. Devido às suas ideias e para sustentar a sua família vive de várias profissões como professor, tecelão, envernizador, auxiliar de construtor de pianos, como tipógrafo, como fabricante de meias de tear, de cartonagem, entre diversas actividades.

A sua raça era aristocrática, como a de tantos dos mais intrépidos audazes e generosos apóstolos ou lutadores da Revolução Francesa. O mesmo fogo devorava o seu espírito.

Sendo escriturário na estação das Devesas, no Porto, foi um dos principais impulsionadores da greve do
Caminho de Ferro do Norte e Leste, pelo que foi demitido.

Todavia, foi sempre obscuro, mesmo em vida, mesmo quando o seu nome era conhecido de todos os republicanos portugueses e porque não dizê-lo?..A maior destes republicanos considerava-o quase um louco.
Em 1888 procurou  criar o Partido Republicano Radical, na sequência das divisões crescentes entre republicanos desde o III Congresso do Partido Republicano de 1887, que tinha sido suspenso entre fortes tumultos. Porém, esta cisão quase só obteve adeptos na cidade do Porto. No entanto, desempenhou um papel fundamental a criação de condições para a revolta republicana de 31 de Janeiro.

O que dele se contava fazia sorrir. Em 1889, estando empregado na construção do ramal do caminho-de-ferro entre Santa Comba Dão e Viseu, abandonou o lugar e partiu para o  Porto, porque tomou parte no movimento patriótico provocado pelo Ultimato inglês de 1890

 Foi implicado no movimento revolucionário de 31 de Janeiro de 1891 e julgado nos tribunais marciais de Leixões foi condenado a ano e meio de prisão, pena que cumpriu na Relação do Porto.

Além desta prisão sofreu muitas outras por questões políticas, chegando a estar incomunicável e sendo mesmo uma vez metido no "segredo" da Relação.

Na vila da Moita, onde foi professor, publicou um semanário intitulado A Instrução Primária(1864), foi professor particular em Fafe, foi ainda primeiro redactor do Comércio de Penafiel, enquanto esta publicação alinhou ao lado dos republicanos e socialistas.
Após a revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891 foi redactor do Democrata da Beira, de Lamego, onde viveu durante cerca de três anos e onde publicou ainda o jornal "A Luz."

Na sequência da sua acção através do jornal O Radical, Felizardo Lima propõe mesmo um novo programa federalista para o Partido Republicano, onde recuperavam os princípios federalistas, municipalistas e propondo a laicização crescente da sociedade.

Firme nos princípios e imperturbável na acção, a sua memória é digna de ser lembrada

segunda-feira, 25 de março de 2013

ALVES DA VEIGA

Augusto Manoel Alves da Veiga

Nasceu a 28 de Setembro de 1849 em Izeda, distrito de Bragança

Faleceu a 2 de Dezembro em Paris
Em 1869 matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde foi aluno distinto tendo-se formado em Direito em 1874.
Fez parte de uma geração académica onde se incluem nomes como os de Magalhães Lima, Alves de Morais e Álvaro de Mendonça, entre outros com os quais partilha o ideal republicano. São responsáveis pela fundação do jornal 'Republica Portugueza: Órgão do Partido Republicano de Coimbra. Assina diversos artigos que confirmam, simultaneamente, a sua filiação republicana e a adesão
 Ainda estudante, mostrou grande interesse pela imprensa, redigindo ainda nos tempos liceais o periódico O Lyceu - Semanário Cientifico e Literário e colaborando na imprensa da época. Terminado o curso, em 1874 estabeleceu escritório de advogado no Porto.

 Académico distinto, o seu nome evidenciou-se bem cedo, começando a ser amado e respeitado na idade em que outros se iniciam timidamente nas lides políticas.

É reconhecido pelos congéneres da época como um dos líderes do movimento republicano no Norte
Foi também um jornalista de talento e fundou “A Discussão” que foi uma verdadeira revelação de um caracter e uma documentação iva de um altíssimo espirito de escritor.

Advogado, jornalista, diplomata e político republicano que teve um importante papel na Revolta de 31 de Janeiro de 1891

Foi um dos líderes da revolta de 31 de Janeiro de 1891, cabendo-lhe ler das janelas da Câmara Municipal do Porto a proclamação do novo governo. O malogro da revolta obrigou-o ao exílio, refugiando-se em Paris
Advogado de fama, alguma coisa de importante deve também à revolta de 1891, de que foi chefe civil, tendo estado no exilio desde essa data, ficando a aguardar que a Republica lhe abrisse de novo as portas de Portugal.

Apesar da amnistia e dos indultos atribuídos aos conspiradores do 31 de Janeiro, Alves da Veiga jura não regressar a Portugal enquanto a monarquia perdurar. Mais de dezanove anos de exílio decorridos, recebe enfim a notícia da proclamação da República.
Com 61 anos chega a Lisboa e coloca-se ao dispor do recém-formado Governo Provisório, constituído na maior parte por antigos amigos e companheiros de luta.
A recompensa dada ao então sexagenário republicano por décadas de militância traduz-se na nomeação para o cargo de Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário junto do reino belga (por decreto de 24 de Janeiro de 1911), pelo que a 4 de Abril desse ano volta a partir e toma posse da Legação de Bruxelas. Tem um papel importante no reconhecimento do regime.

Foi nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros do governo presidido por João Chagas, mas o governo durou apenas um dia, caindo quando João Chagas na noite de 16 para 17 de Maio foi gravemente ferido num atentado ocorrido na estação da Barquinha, nos arredores do Entroncamento.

O seu discreto papel diplomático durante a Primeira Guerra Mundial foi importante no relacionamento com a França.

É no decurso de uma licença do seu posto diplomático, que Alves da Veiga virá a falecer no dia 2 de Dezembro de 1924, na casa que a família, no 16º Bairro de Paris.

quinta-feira, 21 de março de 2013

ANSELMO BRAAMCAMP

Anselmo Braamcamp Freire

Nasceu em Lisboa a 1 de Fevereiro de 1849.
Faleceu em Lisboa a 21 de Dezembro de 1921
Par do reino há uns vinte anos, acompanhou sempre com dedicação e desinteresse a monarquia, da qual se divorciou porém no momento em que reputou a salvação do país incompatível com a existência do chamado constitucionalismo.
Liberal não só por tradições de família, como também por dignidade pessoal, a sua adesão ao Partido Republicano não foi fácil, pois tal só aconteceu em 1907,tendo o seu espirito evoluído num sentido progressivo, e que aguardava a oportunidade de manifestar os seus sentimentos democráticos.
 Foi um historiador, genealogista e político português
Erudito e estudioso, gozava no mundo literário uma sólida reputação, que atingiu o seu máximo nos trabalhos de investigação histórica, destacando-se o Arquivo Histórico Português, que lhe trouxe a glória e o reconhecimento que lhe fez jus.
Com uma rara cultura, foi escritor, historiador e um dos fundadores do Arquivo Histórico Português, em 1903.
Foi Sócio Efectivo da Academia Real das Ciências de Lisboa
Como arqueólogo e genealogista deixou uma vasta obra, tendo sido em Portugal o precursor de genealogia científica, baseando todas as suas afirmações apenas em fontes fidedignas. Era grande coleccionador de arte, tendo formado uma notável pinacoteca, que legou à cidade de Santarém.
Foi o 1.º Presidente da Câmara Municipal de Loures, de 1887 a 1889, e de novo entre 1893 e 1895, Vereador (pelo Partido Republicano) da Câmara Municipal de Lisboa e Presidente da Câmara Municipal de Lisboa de 1908 a 1913.
 Após a implantação da República, foi Deputado às Câmaras Constituintes de 1911 e o 1.º Presidente do Senado da República.

quarta-feira, 20 de março de 2013

ALBUM REPUBLICANO,

António Amaral Leitão

António Leitão
Nasceu em Farminhão, Viseu a 7 de Março 1845
Faleceu a 14 de Janeiro de 1903

Em 1 de Agosto de 1865 assentou praça com 20 anos de idade.

Na revolta do Porto, em que tomou parte, foi uma das figuras mais brilhantes e ao mesmo tempo de mais estóica resignação na hora da trágica derrota.

 O Capitão Leitão como era conhecido, foi um dos oficiais portugueses mais activos da tentativa revolucionária republicana do Porto, ocorrida a 31 de Janeiro de 1891.
A tentativa revolucionária veio a fracassar e o Capitão Leitão procurou refugiar-se na sua aldeia natal, Farminhão, perto de Viseu.

 Pelo caminho, ao passar por Albergaria-a-velha, foi reconhecido e capturado. Foi julgado em tribunal de guerra e acabou condenado a 20 anos de degredo em Angola

Capitão do exército, e podendo à semelhança de tantos outros ter traído o movimento, assumiu, pelo contrário, todas as responsabilidades por ocasião dos conselhos de guerra de Leixões, o que lhe custou o degredo e a prisão em África.
Já em Angola, veio a fugir para o ex-Congo Francês, de onde viria a partir para Paris e depois para o Brasil.
Amnistiado mais tarde, regressou á Pátria com sentimentos republicanos revigorados mas com a saúde de todo abalada pelos climas inóspito das colónias.

 Regressou a Portugal em 1901, vindo a morrer dois anos mais tarde.
O seu heroísmo levou a que em muitas terras de Portugal o seu nome conste em ruas e avenidas.
Foi uma das figuras mais saudosas do Partido Republicano

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

EMYGDIO GARCIA


Manoel Emygdio Garcia

Nasceu em Lisboa a 6 de Janeiro 1838

Faleceu em Lisboa a 15 de Outubro de 1904

Foi lente catedrático da Universidade de Coimbra, onde regeu, até se jubilar, a cadeira de direito público.

Como professor deve-lhe o país uma profunda renovação no ensino, atribuindo-se-lhe, com razão, a larga propaganda de filosofia positiva em Portugal.
As suas prelecções claras e simples, feitas a toda altura do saber contemporâneo, granjearam-lhe uma autoridade notável, que os seus discípulos conservaram por muito tempo.

Orador de rara eloquência, os seus discursos tiveram sempre o mérito da grande espontaneidade,que foi confirmada não só em assembleias de caracter científico e literário,  mas também em sessões e comícios de propaganda democrática.

 Jornalista de excepcional mérito, foi em 1870 o fundador do TRABALHO, o primeiro periódico 
 francamente republicano que apareceu em Coimbra, colaborando porém activamente, durante vários anos,
quase em todos os jornais democráticos do país.

Apresentado por várias vezes ao sufrágio popular, o maior  elogio que se pode em resumo tecer á sua memória está nisto:

Manteve até á data da sua morte a fé inquebrantável na Republica.

BÔTTO MACHADO

Fernão Amaral Bôtto Machado

Nasceu em Gouveia a 20 de Julho de 1865
Faleceu em Lisboa a 31 de Setembro 1924

Não fez nenhum curso superior, tendo exercido em profissão de solicitador em Lisboa, mas como autodidacta, possuía uma cultura intelectual superior á de muitos que se embrenharam em estudos e á custa de grande intransigência para obter um curso ou título académico
Pode-se inferir de toda a sua vida, um espirito esclarecido, que animado por uma vontade forte e bem orientado, se tornou simpático e querido, dentro das fileiras democráticas.
 Antes da implantação da república mantém sempre uma grande actividade política nas fileiras socialistas e republicas.
Participou nas acções revolucionárias da implantação da república em 5 de Outubro de 1910. 
Foi um defensor do registo civil, tendo publicado em 1908, "A obrigatoriedade do registo civil".

Muito dedicado á causa da instrução popular, de que foi um dos mais devotos campeões, a sua acção política foi-se exercendo simultaneamente com a do jornalismo e da tribuna, substituindo brilhantemente Magalhães Lima na direcção da Vanguarda, quando este se encontrava ausente do país. 

O seu percurso político leva-o á carreira diplomática onde se destaca:
Em 1912 como Cônsul no Rio de Janeiro
Em 1913 como chefe da Delegação Portuguesa no Panamá.
Em 1915 Segue para a Venezuela.
Em 1919 vai para o Japão, onde realiza um trabalho absolutamente notável no apoio ao comércio português, fundando escolas e bibliotecas.

 Da imensa consideração que lhe tinham, há ainda a considerar por último, a homenagem que lhe foi prestada por grande número de admiradores, escolhendo o seu nome para patrono de um centro escolar republicano.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

DUARTE LEITE

Duarte Leite Pereira da Silva


Nasceu no Porto a 11 de Agosto de 1864
Faleceu no Porto a 29 de Setembro de 1950
Licenciado em Matemática e bacharel em Filosofia pela Universidade de Coimbra em 1885.
Lente e proprietário da 5ª cadeira (astronomia e geodesia) da Academia de Politécnica do Porto, onde exerceu distintamente o professorado desde 1886 até 1911.
O seu nome não avulta apenas como um homem de ciência, foi também professor, historiador, político e diplomata.
Notável no jornalismo que honrou durante largos anos, a sua colaboração efectiva na Voz Publica, passou por ser uma das mais brilhantes, não sendo exagero de considerar-se a sua escrita rival da de José Sampaio Bruno, que foi como se sabe, o primeiro redactor daquele diário. Orador de largos recursos, o seu verbo inspirado, não tinha a facilidade de Affonso Costa, mas, como este, mas como este também sabe ser audacioso e caustico.
Foi vereador da Camara do Porto, onde a sua acção se veio a assinalar e como depois, mais tarde se veio a revelar em S. Bento onde o Partido Republicano precisava de ter um representante.
 Exerceu diversos cargos políticos ao longo da sua vida.
Foi ministro das Finanças, chefe do governo e ministro do Interior e foi ainda embaixador de Portugal no Brasil cargo que exerceu até 1931.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

ERNESTO CABRITA

Ernesto Augusto Cabrita e Silva


Nasceu em Alvito em 23 de Março de 1856
Faleceu em Portimão a 14 de Abril de 1928.

Médico, formou-se também na Escola Médica de Lisboa, que brilhantemente concluiu em 1906.

 Pode dizer-se que fez da sua profissão um nobre e elevado sacerdócio, pois que ninguém será capaz de o exceder em abnegação e em desinteresse.
 Republicano de princípios, foi paralelamente um bom e um forte exemplo de quem já praticava o “sentido” Republicano de uma forma simples e prática: amando e protegendo os humildes, a auxiliando e animando os deserdados da sorte.
Despido de todas as vaidades, foi em Tavira um verdadeiro ídolo, cujo prestígio tanto e tão bem se reflecte no bom nome da ideia republicana.
Durante vários anos foi presidente da Comissão Municipal Republicana de Portimão, esforçando-se por incutir na população os valores democráticos, combatendo as perseguições pessoais e os prejuízos materiais que muitas vezes aconteciam nas lutas políticas acesas que se seguiram à implantação da República.

Integrou a Comissão Distrital Republicana de Faro antes da implantação da República.

Implantada a República foi convidado para exercer vários cargos de distinção, o que sempre recusou, preferindo levar a vida à cabeceira de doentes a ter de pôr-se em evidência numa política que ele amava mais pelas afinidades do seu espírito culto que pelos benefícios materiais.

 Médico de clínica geral, durante mais de 40 anos exerceu a sua profissão, enfrentando sempre inúmeras dificuldades. Devido à doença que o reteve durante meses numa cama extinguiu-se uma vida profissional que exerceu, com competência e com carinho durante mais de quarenta anos .  Faleceu sem grandes recursos económicos

EVARISTO CUTILEIRO

Evaristo José Cutileiro


Nasceu em Évora a 19 de Novembro de 1864
Faleceu Covilhã a 9 de Setembro de 1913.

Médico, Formado na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, exerceu clínica, não só na capital como na sua terra natal, tendo-se destacado no tratamento da tuberculose e doenças do aparelho respiratório, com grande empenho e dedicação não exercendo a profissão com um mero acto de ganância; de uma simplicidade extrema faz realmente o bem por um irresistível impulso do coração, o que o torna querido e benquisto.

Intransigente e honesto, foi chefe do Partido Republicano em Évora e membro fundador do Centro Republicano Democrático Liberdade.
 Foi o candidato natural do Partido Republicano a todas as eleições realizadas em Évora, até a saúde lho permitir.

Jornalista de invulgares qualidades e recursos, ajudou a criar o periódico “Voz Pública”, de que foi também proprietário, tendo colaborado em diversos outros jornais da cidade. Gozava de enormes simpatias e dum prestígio extraordinário entre as classes trabalhadoras, porque consagrava a maior parte da sua acção política e profissional à defesa do bem-estar dos mais desprotegidos, onde principalmente contava com as simpatias das classes do trabalho.

 Sendo um doente com crises cíclicas de diabetes, tal impediu de atingir o topo da hierarquia republicana, ideal que abraçou desde muito novo.

 Já bastante doente, ainda aceitou ser o redactor principal e administrador do semanário republicano “O Cidadão”, que se publicou em Évora entre 1911 e 1915. Manteve-se nessas funções durante pouco mais de um ano.
Veio a falecer no Sanatório da Covilhã.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

ESTEVAM DE VASCONCELLOS

José Estevam Brosselard de Vasconcellos

Nasceu em Olhão a 13 de Novembro de 1869.
Faleceu em Lisboa a 15 de Maio de 1917.

Formou-se em medicina em 1894 pela Escola  Médico-Cirúrgica de Lisboa.
Ainda como estudante aderiu ao Partido Republicano Português. Pertenceu, como tantos outros, à geração académica que em 1890 tentou a mudança de instituições, e foi por essa mesma época um dos mais audazes colaboradores de vários órgãos da imprensa (partidária) como “A Vanguada”  “A Pátria”  e “O Mundo”.

Franco e lealíssimo no trato, os seus sentimentos republicanos levaram-no bem cedo à evidência, conquistando graças ao talento e ao trabalho os máximos postos do Partido.

Em 1900 foi presidente da Comissão Municipal Republicana, em 1902 foi eleito membro do Directório do Partido Republicano. Como membro do Directório, numa crise difícil da vida democrática, revelou incontestáveis dotes de mando, ao mesmo tempo que soube afirmar sempre a sua tolerância e a sua altivez de carácter.

Como médico, exerceu até 1910 funções de médico municipal em Vila Real de Santo António, o que lhe deu a oportunidade de reorganizar o Partido Republicano no Algarve. Em 1908 foi eleito deputado por Setúbal e é dele a proposta de Lei de Acidentes de Trabalho, que viria a ser aprovada e com grande repercussão na Europa, por ser muito progressista para a época.
Já depois da implantação da República, teve vários cargos políticos, como, ministro do Fomento e Senador pelo distrito de Beja.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

GOMES DA SILVA

Gomes da Silva




Nasceu a 26 de Janeiro de 1852, tendo sido eleito deputado da Nação em 1894. Parlamentar apreciável, escritor de talento, ocupa um honroso lugar nas primeiras fileiras da falange democrática. Como político, a sua acção, inteiramente dedicada à causa da República, foi sempre fértil e produtiva, como particular, alma de eleição, carácter impoluto.





quarta-feira, 31 de outubro de 2012

GUILHERME DE SOUSA

Guilherme Henrique de Sousa


Nasceu em Lisboa a 8 de Janeiro de 1848.

 Filho e sobrinho de comerciantes, foi no comércio que buscou a sua carreira, partindo aos 17 anos para angola e mais tarde para França, onde completou a sua educação de negociante sagaz e hábil.
Começando tão jovem a gozar de toda a liberdade de acção, as suas belas qualidades de carácter, as suas faculdades intelectuais e aptidões tomaram notável desenvolvimento, que mais se afirmou com a leitura e estudo de bons autores.

Foi um livre-pensador, democrata, altruísta e inabalável nas suas opiniões, a quem o Partido Republicano pôde confiadamente entregar o desempenho dos mais importantes cargos da administração partidária.

GUILHERME GODINHO



Nasceu em Almeirim a 31 de Outubro de 1864.

Foi médico formado pela Escola de Lisboa, mas, não fazendo, a bem dizer, vida de clínico, quase se deve afirmar que consagra o tempo à propaganda da Ideia Republicana, que defende com o brilho e a convicção de um espírito ilustrado e crente.

Dotado de uma grande bondade, a sua alma espelha com grande precisão todos os dotes que ornam a família de trabalhadores a que pertence, e que em Almeirim é considerada, como de justiça, por quantos têm o culto da honra e da virtude.

GONÇALVES DE AZEVEDO




Nasceu em Lagos a 12 de Abril de 1872.

 Foi um dos republicanos de maior influência no comércio da capital onde se destaca e avulta por uma honestidade sem limites.

 Dotado ao mesmo tempo de uma grande actividade, assim se justifica que, novo ainda, tenha adquirido a soma de crédito necessário para figurar à testa de um dos nossos principais estabelecimentos, que tem procurado desenvolver pelo trabalho e consoante as exigências do progresso

Perspicaz e diligente no ramo de vida a que se devotou, é na propaganda da ideia democrática o mesmo homem cheio de seiva produtora e de amor por todas as grandes obras de filantropia e de humanidade.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

GERMANO MARTINS


Germano Lopes Martins

Nasceu em Villarinho de Aldoar a 7 de Janeiro de 1871.
Faleceu em Lisboa a 21 de Junho de 1950.
Concluiu o Bacharel em Direito, na Universidade de Coimbra em 1897.
 Foi um dos mais distintos advogados dos auditórios do Porto, tendo nessa qualidade tomado brilhantemente parte de vários processos políticos de sensação e adquirido assim justo renome.
Como estudante, havendo pertencido à geração coimbrã de 1890, foi um dos que manteve sempre com firmeza as suas opiniões políticas, e que mais tarde trouxe para a vida pública todos os entusiasmos e ardores da sua vida de rapaz. Estimadíssimo no Porto, que honra sobremaneira, colaborava frequentemente na imprensa, em especial no Mundo, que mais se coadunava com o seu temperamento de lutador.
 Foi ao momento, um dos vereadores substitutos da Câmara Municipal do Porto. Foi ministro do Interior entre 1 de Julho a 1 de Agosto de 1925. Foi deputado e presidente da Câmara dos Deputados do Congresso da República em dois mandatos seguidos (1911-1915; 1915-1917). Foi ainda ministro do Interior 1 de Julho a 1 de Agosto de 1925.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

GOMES LEAL

Gomes Duarte Gomes Leal

Nasceu em Lisboa a 6 de Junho de 1848.
Faleceu em Lisboa a 29 Janeiro de 1921

Frequentou o Curso Superior de Letras que não chegou a terminar. Apesar de não ter concluído os estudos em Letras,  em1869, foi reconhecido como poeta depois de ter publicado o folhetim “Trevas” na Revolução de Setembro.

 Alma radiosa de poeta, a sua lira tanto se compraz em cantar as grandezas da Pátria como em entoar cânticos de Amor, o que equivale a dizer que consubstancia em si a poesia simples e maviosa de João de Deus e o estro inspirado e ardente de Junqueiro.

Misto de apaixonado e de revolucionário, pode considerar-se hoje o poeta que, ao lado do cantor dos Simples e da Morte de D. João, mais honra as musas pátrias. 
Ninguém dirá, a propósito, ao vê-lo, que está na presença de um príncipe da literatura contemporânea.

 A verdade porém é que a sua individualidade é uma das de maior relevo do mundo das letras e que à sua inspiração se devem algumas das melhores jóias da poesia portuguesa. Escreve algumas obras importantes como:
 "Claridades do Sul"" A Mulher de Luto " em 1878, “A Fome de Camões" “A Morte de Bocage” em 1881, "Fim do Mundo" (volume com as suas poesias) em 1899.

 Depois da morte de sua mãe, que o deixa na maior das misérias, vive da caridade de amigos. Chegou a dormir nos bancos de jardim e em praças públicas, tendo sido inúmeras vezes maltratado e agredido pelos miúdos, que dele escarneciam.

Alguns escritores, como Teixeira de Pascoaes, fizeram um apelo no Parlamento, que lhe fosse concedido, uma pensão anual de sustento, que lhe valeu, até á sua morte em 1921.


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

ANTÓNIO GOMES

António Luís Gomes

Nasceu a 23 de Setembro de 1863 na cidade do Porto
Faleceu a 28 de Agosto de 1961 na cidade do Porto
Enquanto estudante foi dirigente da Associação Académica de Coimbra durante 4 anos
Formado em Direito na Universidade de Coimbra em 1890, onde tomou o grau de doutor de capêlo,( trata-se de uma túnica, pendente dos ombros até a altura do cotovelo, somente usado pelos Reitores, Chanceleres e Doutores usado nas cerimónias de carácter oficial da Universidade).
Graças á sua honestidade e ao seu talento, a sua figura moral esplende com efeito entre as que mais brilham na Democracia Portuguesa, bem justificando por isso o respeito e os seus camaradas em Ideal.

Membro efectivo do Directório eleito no Porto em 1906.

Com a proclamação da Republica Portuguesa, foi escolhido para o cargo de Ministro do Fomento no Governo Provisório, tendo tido um papel fundamental para a estruturação do novo regime português.

Foi embaixador de Portugal no Brasil em 1911, tendo como missão restabelecer as relações diplomáticas, com aquele jovem país, objectivos que conseguiu em 1912, o que lhe deu grande prestígio.

Foi reitor da Universidade de Coimbra entre 1921 e 1924 (única universidade portuguesa).

Em 1957,com 94 anos, e como único membro vivo do Governo Provisório da Republica Portuguesa, presidiu ao Primeiro Congresso Republicano que se realizou n acidade de Aveiro.

Foi porventura um dos homens de maior prestígio do Partido Republicano.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

ARESTA BRANCO


Aresta Branco

Nasceu na Amareleja a 20 de Abril de 1865
Pertenceu á geração académica que em 1890, após a brutalidade do ultimatum, deu ao país inteiro a consoladora impressão de que em Portugal ainda havia gente honrada e capaz de, em todos os transes, a defender das afrontas inimigas.
Colaborador assíduo da Pátria, que precedeu a revolta do Porto, o seu nome atravessou incólume a vida agitada dessa época, mantendo sempre o mesmo brilho de então.
Foi médico, formado pela Escola de Lisboa, onde se formou com distinção notável ao lado dos mais brilhantes e cintilantes espíritos, tendo exercido os labores da sua profissão em Beja, a cidade em que cada cidadão tem pelo seu caracter a veneração que só nasce e frutifica em corações amantes da Bondade e da Virtude.

Candidato a Deputado em várias eleições, foi, não obstante nunca ter ido ao Parlamento, considerado por todos como legitimo representante do distrito de Beja