terça-feira, 21 de novembro de 2017

ÓSCAR MONTEIRO TORRES

Nasceu em Luanda a 26 de Março de 1889, tendo sido aluno do Colégio Militar e prosseguido os estudos na Escola Politécnica de Lisboa e na Escola do Exército, tornando-se oficial de Cavalaria em 1909.
Partiu para Angola onde serviu sob o comando de Norton de Matos e depois regressou à metrópole. Partidário de uma intervenção portuguesa na frente europeia da Grande Guerra, em 1915 na sequência do Movimento das Espadas, ocorrido em Janeiro, de pendor oposto, exilou-se em Inglaterra 
oferecendo-se para combater nas tropas expedicionárias britânicas que estavam em França, tendo sido considerado desertor no nosso País. 
A deposição do general Pimenta de Castro, a 14 de Maio daquele ano, permitiu-lhe regressar a Portugal e sendo o novo Governo favorável a uma participação nacional mais activa na guerra, ajudou Norton de Matos, ministro da Guerra, a preparar a intervenção do Exército.
Foi então que Monteiro Torres se ofereceu para integrar a aviação que se procurava constituir no nosso País, partindo novamente para Inglaterra, desta vez para tirar o curso de piloto, onde concluiu a 
formação como piloto de aviões SPAD VII. Depois da sua formação, que passou também por França, participou na organização da Escola de Aviação portuguesa, em Vila Nova da Rainha. 

Porém,como Portugal não recebeu de imediato os aviões, a ansiedade de voar e combater levaram Monteiro Torres a seguir para França e integrar uma esquadrilha deste país, pela qual combateu até ser abatido nos céus de Laon.
Óscar Monteiro Torres foi o primeiro piloto português a tombar em combate durante a I Guerra Mundial. Foi abatido a 19 de Novembro de 1917 durante um voo de reconhecimento em circunstâncias nunca completamente esclarecidas. Três dias antes tinha sido integrado na esquadrilha francesa SPA65 baseada em Soissons, na frente de batalha.


O relatório do Capitão Norberto Guimarães, comandante do Serviço de Aviação Militar do Corpo Expedicionário Português, dá conta do seu desaparecimento nessa data. Mais tarde o jovem (28 anos) aviador português oriundo da arma de Cavalaria viria a ser condecorado a título póstumo com a Cruz de Guerra e a Torre e Espada bem como com a Legião de Honra atribuída pelo governo francês.
Republicano convicto, chegou a travar um duelo com um monárquico por causa disso.


Colaboração de Madiba P. Moreira

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